Autarcas da CIM Coimbra reivindicam ferrovia da Figueira à Pampilhosa

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CIM Região de Coimbra defende a articulação da Linha da Beira Alta com a ligação Pampilhosa/Cantanhede/Figueira da Foz e a Linha do Oeste.

O Conselho Intermunicipal (CI) da CIM Região de Coimbra considera crucial o início da discussão sobre os projetos do Governo para a linha férrea nomeadamente em matéria de redundância à Linha do Norte.

Reunidos ontem à tarde, no CAE, na Figueira da Foz, os representantes dos 19 Municípios que compõe a maior Comunidade Intermunicipal do nosso país reforçam a defesa da requalificação da Linha da Beira Alta e querem ver clarificadas as intenções do Governo, no âmbito do Programa Ferrovia 2020.

A modernização do Porto da Figueira da Foz, com o consequente aumento da capacidade de carga e de descarga, conjuntamente com a atividade dos polos industriais de Cantanhede e da Mealhada, defendem os autarcas, asseguram a sustentabilidade da Linha da Beira Alta.

Por outro lado, o CI da CIM Região de Coimbra sugere a articulação da Linha da Beira Alta com a ligação Pampilhosa/Cantanhede/Figueira da Foz e a Linha do Oeste como alternativa à linha do Norte, de modo a atenuar o prejuízo e o transtorno em caso de acidente.

O recente descarrilamento de um comboio de mercadorias, entre Pampilhosa e Coimbra B, que bloqueou a Linha do Norte durante vários dias, justifica a preocupação dos autarcas que reforçam a “defesa da requalificação da Linha da Beira Alta e classificam de redundante e de dispendiosa a nova ligação Aveiro-Mangualde, que está orçamentada em 675 milhões de euros”.

O CI da CIM Região de Coimbra considera positiva a modernização da linha do Norte, entre Alfarelos e Pampilhosa, que começou há poucos meses, mas lembra que, com um investimento de 25 milhões de euros na requalificação e eletrificação da linha Pampilhosa/Cantanhede/Figueira da Foz da Foz, ficaria assegurado o desanuviamento da linha do Norte no troço Pampilhosa/Alfarelos e, simultaneamente, haveria condições para diminuir drasticamente o fluxo de centenas de camiões que circulam diariamente, por via rodoviária, de e para o porto da Figueira da Foz.

“A otimização das ligações a Norte, ao corredor da Beira Alta e, através dele, a Espanha e à Europa, facilitando ao mesmo tempo o acesso ferroviário à plataforma logística da Pampilhosa e ao porto da Figueira da Foz, é outra das vantagens”, frisam.

Os presidentes dos 19 Municípios da CIM Região de Coimbra exigem uma Linha da Beira Alta que “sirva a economia da região e o desenvolvimento do interior do país, que seja um fator de promoção de maior competitividade da região, de crescimento das empresas instaladas e atração de novos projetos, e por essa via, de criação de emprego e fixação de pessoas”.

O aumento da competitividade da região, com enormes correlações com o tecido sócio económico local, regional e nacional depende da modernização da Linha da Beira Alta, que está contemplada no Plano Nacional de Transportes PETI3+, com intervenção prevista em mais de metade do trajeto, entre a Pampilhosa e Vilar Formoso.

Durante a reunião, o CI da CIM Região de Coimbra aprovou por unanimidade o Relatório de Gestão e Prestação de Contas desta comunidade intermunicipal do ano de 2016.

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