Jornais centenários de Portugal numa exposição em Bruxelas

0
432

O Parlamento Europeu, em Bruxelas, acolhe uma exposição com 31 títulos centenários da imprensa portuguesa, apresentados como símbolos da “diversidade” do país.

O eurodeputado José Manuel Fernandes afirmou hoje que estes títulos “dizem muito” das raízes e da “alma” de Portugal.

“Estes jornais contribuem para os valores da União Europeia, para a democracia, para a liberdade, contribuem também para a solidariedade e dão voz aos territórios”, realçou, numa intervenção acompanhada pela Agência ECCLESIA.

O Notícias de Gouveia é um dos jornais reprentados em Bruxelas

A iniciativa de levar a exposição a Bruxelas partiu da Associação Portuguesa de Imprensa, fundada há 57 anos, que representa mais de 300 editores de jornais, revistas e online; e da AIIC, fundada há 25 anos, que representa 200 editores da imprensa escrita e online.

As associações cobrem o território português incluindo os arquipélagos no Atlântico.

José Manuel Fernandes recordou a implantação de muitos jornais na “diáspora” portuguesa, considerando depois que “seria importante ver como é que a imprensa local poderia dar as mãos e unir-se, a nível europeu”, para promover valores e divulgar as “forças” dos vários territórios.

“A imprensa local é um valor acrescentado, em termos de União Europeia”, sustentou.

Para Francisco Barbeira, diretor do jornal ‘A Guarda’, com 113 anos, disse à Agência ECCLESIA que esta presença em Bruxelas faz “justiça” aos títulos que “souberam manter-se” durante mais de um século.

“Não é fácil e nos tempos que correm é cada vez mais difícil, mas isto é uma projeção destes títulos não só nacional, mas europeia, internacional, para que o mundo possa ver que em Portugal se fazem coisas muito positivas em termos de jornalismo”, acrescentou.

O responsável considera necessário apoiar o trabalho “muitas vezes esquecido” das publicações regionais, que “aproxima as pessoas”.

O projeto das Publicações Centenárias é uma iniciativa das duas associações e tem por objetivo o reconhecimento das mesmas, pela UNESCO, como Património Cultural Imaterial, iniciativa apoiada pelo presidente da República Portuguesa.

DEIXE UMA RESPOSTA