Novo chefe da Estrutura de Missão dos Fogos é filho de antigo presidente da Câmara de O. Hospital

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Tiago Oliveira com António Costa na tomada de posse

Tiago Martins Oliveira foi o escolhido pelo Governo para chefiar a chamada Estrutura de Missão para a Instalação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais.

Tiago Martins Oliveira é doutorado em Engenharia Florestal e especializado em Gestão de Risco no Âmbito das Florestas. Na nota curricular divulgada, o Governo indica que o futuro presidente da Estrutura de Missão tem grande experiência em combate a incêndios como sapador operacional, coordenador de combate aéreo e coordenador nacional de defesa da floresta contra incêndios.

O novo governante é filho do falecido historiador e presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, César Oliveira, eleito pelo PS no mandato 1990-1994. César de Oliveira morreu em 15 de Junho de 1998, aos 57 anos.

César Oliveira era natural dos Fiais da Beira, no concelho oliveirense. O seu filho apesar de ter nascido no Porto, mantém a ligação aos Fiais, onde possuí uma casa de família e costuma vir com alguma frequência.

Aos 48 anos e natural do Porto, Tiago Martins Oliveira vai ter um estatuto equiparado a secretário de Estado e um gabinete de apoio técnico, “constituído por um máximo de cinco elementos, três dos quais com a função de assessoria técnica e de gestão, equiparados, para efeitos de designação e estatuto, a adjuntos de gabinete de membro do Governo”.

O presidente da estrutura de missão que vai repensar o combate aos fogos tomou posse esta terça-feira e tem pouco mais de um ano para envolver diversas entidades e especialistas na criação de um sistema integrado de prevenção e combate.

“Estou aqui pelo interesse nacional, aportando o meu conhecimento, humildemente, e uma das coisas que eu acho que vamos ter de fazer em breve é pedir ajuda internacional aos peritos para que eles nos ajudem a desenhar algumas soluções operacionais e outras mais estratégicas e para isto é melhor ir a Espanha, aos Estados Unidos ou à Austrália chamar pessoas para nos ajudarem”, disse Tiago Oliveira aos jornalistas, após a sua tomada de posse, realizada na residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, quando questionado acerca da sua ligação ao sector da celulose.

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